(Carta do espaço sideral para não ser enviada a Angie) - 31 de janeiro 2009 (Caio Fernando Abreu) “Vem, que eu quero te mostrar o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. Quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados. Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a ...
Olá, Eliana...
ReplyDeleteAff... eu concordo tanto com isto...
Sabe (?), faz tempo que digo por aí... que só respeito os discursos que vem acompanhados de atos, com uma vida coerente de que os enuncia... e, isto vale, principalmente, para mim...
Estranho isto, não? Vindo de mim, talvez de nós, que tenho(temos) tanto prazer com o mundo das letras... Mas é assim mesmo, tenho sido inflexível com discursos vazios... Na mesma medida em que valorizo os atos, os gestos, por mais silenciosos que sejam...
Educar sendo modelar... Apresentar Deus com o exemplo... Defender a ética tornando-se o modelo (não da forma, naturalmente, mas do conteúdo... rs...). Para estas, e para tantas outras coisas... vale muito mais o gesto... do que as “works, works, works”... Acho, rs, que, aos poucos, estou me tornando amigo do “silêncio”... “the sounds of silence”... rs...
A propósito, rs, quem é (JA)?
Bj. do Lobo.
Onde basta uma palavra, não sejam ditas duas. Onde basta um gesto pequeno, não há porque usar palavras...
ReplyDelete(José Aldazábal)
Não conheço o autor, mas esse é o nome.