No dia 23 fomos à abertura da Mostra de Arte Japonesa, que é parte das comemorações dos 100 anos da imigração japonesa ao Brasil. Maravilhosas as obras!
Estou relendo Perto do coração selvagem, e, além das frases na abertura deste blog, trago mais algumas: "Estou cansada, agora agudamente! Vamos chorar juntos, baixinho. Por ter sofrido e continuar tão docemente. A dor cansada numa lágrima simplificada". "... como ligar-se a um homem senão permitindo que ele a aprisione? Como impedir que ele desenvolva sobre seu corpo e sua alma suas quatro paredes? E havia um meio de ter as coisas sem que as coisas a possuissem?"
(Carta do espaço sideral para não ser enviada a Angie) - 31 de janeiro 2009 (Caio Fernando Abreu) “Vem, que eu quero te mostrar o papel cheio de rosas nas paredes do meu novo quarto, no último andar, de onde se pode ver pela pequena janela a torre de uma igreja. Quero te conduzir pela mão pelas escadas dos quatro andares com uma vela roxa iluminando o caminho para te mostrar as plumas roubadas no vaso de cerâmica, até abrir a janela para que entre o vento frio e sempre um pouco sujo desta cidade. Vem, para subirmos no telhado e, lá do alto, nosso olhar consiga ultrapassar a torre da igreja para encontrar os horizontes que nunca se vêem, nesta cidade onde estamos presos e livres, soltos e amarrados. Quero controlar nervoso o relógio, mil vezes por minuto, antes de ouvir o ranger dos teus sapatos amarelos sobre a madeira dos degraus e então levantar brusco para abrir a porta, construindo no rosto um ar natural e vagamente ocupado, como se tivesse sido interrompido em meio a ...
Pode ser que meu sonho seja assim Te dizer quase tudo que você é pra mim O que quero, o que espero Sonho em te ver aqui Sem rodeio solto os freios Canto o amor por ti Se me calo, tenha claro Que é por refletir Nas minúcias das carícias Que eu sonho em sentir Ter teu gosto ver teu rosto Feliz a me pedir Mais carinho, mais promessas Que eu sonho em cumprir Paralamas do Sucesso
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